PORQUE NÓS
SOMOS
Eu sou Keit Lima, cristã, preta, nordestina, favelada e com 5 diplomas.
Nascida em Recife (PE), e desde os oito anos vivendo na Brasilândia, uma das maiores periferias de São Paulo. Hoje, sou vereadora da cidade e tenho como compromisso central colocar a favela no orçamento e as periferias no centro das decisões.
Fui a primeira da minha família a entrar na universidade. Me formei em Direito e Administração, e me especializei em Ciências Políticas, Gestão Pública e Urbanismo Social.
Minha trajetória política começou cedo: aos 13 anos, participei de um projeto de alfabetização na escola pública onde estudava. Ali percebi a força da educação pública e iniciei minha caminhada na defesa dos direitos humanos e da luta contra as desigualdades.


Antes de assumir a vereança, atuei em diferentes espaços de impacto social: na Mandata Ativista da Assembleia Legislativa, na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo e na ONG Gerando Falcões. Também sou co fundadora da Labóra – Oficina de Política e do Movimento Engaja Negritude, além de militar em iniciativas como a EDUCAFRO, a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, a Iniciativa Mulheres Negras Decidem e a RENFA – Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas.
Periferia no centro, favela no orçamento!
São Paulo é a cidade mais rica da América Latina, mas também uma das mais desiguais. Enquanto em bairros nobres a expectativa de vida pode ultrapassar os 80 anos, na Brasilândia — onde cresci — ela pode ser até 23 anos menor. Essa desigualdade não é por acaso: historicamente, os recursos da cidade foram destinados às regiões mais ricas, enquanto nossas periferias ficaram esquecidas.
Acredito que a solução para os problemas de São Paulo está no chão das nossas favelas, que sempre foram espaços de coletividade, criatividade e resistência. É por isso que construo, junto de tantas mãos, mentes e corações, o movimento Favela no Orçamento — um projeto político antirracista, feminista, popular e coletivo, guiado pela escuta, pelo diálogo e pelo afeto.
Carrego comigo a filosofia africana Ubuntu – “Eu sou porque nós somos”. Minha luta é para que a nossa cidade seja de todas e todos, garantindo educação, saúde, cultura, esporte, moradia, segurança, comida na mesa e bem-viver para o povo trabalhador que a constrói todos os dias.




